Phyllomyias

Gênero composto por espécies de difícil diagnose em campo. Vivem em florestas e áreas semi-abertas com arborização esparsa. Capturam artrópodes desde o estrato superior até o estrato baixo e constroem seus ninhos em forma de taça aberta, nas árvores.

Phyllomyias fasciatus - piolhinho


  Registros de piolhinho no WikiAves

O piolhinho mede 11 centímetros. Apresenta a cabeça cinza com a listra supraciliar, as auriculares e a garganta brancas. Suas asas são levemente barradas e possui a plumagem de cor olivácea nas partes superiores e amarelo-claro nas inferiores.

É a espécie mais comum do gênero Phyllomyias, frequentando bordas de florestas úmidas, matas secas, matas mesófilas, matas de galeria, áreas abertas com arborização esparsa, parques, jardins urbanos e também na zona rural. Acompanha bandos mistos em copas ou à média altura. É parcialmente migratória entre 0 e 800 metros e raramente chega a 1800 metros.

Possui uma ampla distribuição, nas cinco regiões brasileiras.

Phyllomyias griseiceps - piolhinho-de-cabeça-cinza


  Registros de piolhinho-de-cabeça-cinza no WikiAves



O piolhinho-de-cabeça-cinza mede 10 centímetros. Seu topete e asas cinza-escuras são um tanto anegrados.

Vive em florestas úmidas ribeirinhas.

Apresenta distribuição esparsa e pouco conhecida na Amazônia.

Phyllomyias griseocapilla - piolhinho-serrano


  Registros de piolhinho-serrano no WikiAves

O piolhinho-serrano mede 10 centímetros. Apresenta cabeça cinza, flancos amarelados e partes inferiores brancas em contraste com o verde-fOlha das partes superiores e não-oliváceos com as outras do gênero Phyllomyias.

Vive em áreas serranas na Mata Atlântica entre 150 e 1850 metros. Acompanha bandos mistos em grupos monoespecíficos de 3 a 6 indivíduos.

Espécie endêmica do Sul e Sudeste do Brasil.

Phyllomyias reiseri - piolhinho-do-grotão


  Registros de piolhinho-do-grotão no WikiAves

O piolhinho-do-grotão mede apenas 10 cm de comprimento. Espécie pequena do Brasil Central, apresenta em geral, uma plumagem clara. Distingue-se dos demais Phyllomyias pelo píleo levemente acizentado e pela garganta branca.

Apesar de praticamente desconhecido, foi encontrado no dossel e sub-bosque de matas de galeria e matas secas de altura (onde frequentemente se junta a bandos mistos) na região do Cerrado em altitudes de 700 a 1000 m (Ridgely e Tudor 1994, Stotz et al. 1996), além de matas tropicais secas (da Silva 1996) e grotões úmidos do Planalto Central (Sigrist). Incomum, é espécie pouco estudada em campo. Pode estar sofrendo com a destruição de habitats de cerrado para a conversão em áreas agrícolas (especialmente para pastagens e plantações de eucalipto), e pode ser afetada pela propagação de incêndios em campos e fazendas adjacentes. Os seus habitats de floresta seca também estão sob constante pressão do desmatamento, principalmente para a indústria de carvão vegetal, agricultura e plantações de eucalipto.

Em nosso país, está presente no sul do Piauí, Goiás, Bahia, Minas Gerais, Distrito Federal e no leste do Mato Grosso do Sul. Também ocorre no nordeste do Paraguai.

Phyllomyias virescens - piolhinho-verdoso


  Registros de piolhinho-verdoso no WikiAves

O piolhinho-verdoso mede 12 centímetros. Simpátrico ao piolhinho-chiador(Phyllomyias burmeisteri), difere deste pelas asas mais marcadas por faixas amareladas e pela linha supraciliar mais extensa. Diferencia-se, também, de outras espécies do gênero Phyllomyias pelo píleo esverdeado e pelo grande porte.

Vive nas bordas de matas úmidas até 1000 metros de altitude, no estrato médio e alto.

Aparentemente não é migratório.

Referências